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A partir do próximo dia 1 de Janeiro passaremos a encontrar nas estradas de Portugal elementos da Unidade Nacional de Trânsito.
Decorrente da publicação, hoje, em Diário da República, da portaria que estabelece a organização interna das unidades territoriais, especializadas, de representação e reserva da GNR, e que define as respectivas subunidades, a Brigada de Trânsito da GNR vai passar a designar-se, a partir do próximo dia 1 de Janeiro, Unidade Nacional de Trânsito. De igual modo, também a Brigada Fiscal assumirá uma nova identidade, que neste caso serão duas: a Unidade de Controlo Costeiro e a Unidade de Acção Fiscal.
As mudanças determinadas por aquela portaria, contudo, só serão efectivas a partir do próximo dia 5 de Janeiro, nomeadamente junto da Brigada de Trânsito, para que não seja prejudicada a planificação já realizada das operações de Natal e de Ano Novo. Certo é que, ao abrigo da portaria agora publicada, a nova Unidade Nacional de Trânsito terá como responsabilidade a segurança e fiscalização rodoviária, sobrando para a nova Unidade de Controlo Costeiro a vigilância da costa, enquanto que a Unidade de Acção Fiscal terá como missão a investigação do crime fiscal e aduaneiro. Refira-se que as mudanças na Guarda Nacional Republicana não se ficarão por aqui, isto porque também o Regimento de Cavalaria adoptará nova designação, passando a chamar-se Unidade de Segurança e Honras de Estado, a qual integrará o esquadrão presidencial, o grupo de honras do Estado, o grupo de Segurança, a charanga a cavalo e a banda da GNR. A portaria estabelece também que o Regimento de Infantaria terá como designação Unidade de Intervenção, que compreende os grupos de intervenção de ordem pública, de operações especiais, de protecção e socorro e cinotécnico. As brigadas dois, três, quatro e cinco também vão ser extintas, passando a estar organizadas em comandos territoriais, que se articulam em comando, serviços e subunidades operacionais. Os comandos territoriais vão funcionar a nível distrital. Citado pela agência Lusa, o tenente-coronel Pedro Costa Lima, porta-voz do Comando-Geral da GNR, explicou que as mudanças não se traduzem apenas numa alteração de nome, mas sim numa "descentralização dos serviços", que serão colocados "mais próximos dos cidadãos", servindo estas alterações para "ajustar a GNR às novas missões e realidades". Costa Lima adiantou que, a nível interno, a instituição vai sofrer "grandes alterações", tendo em conta a transferência de efectivos. No entanto, garantiu que o comandante-geral da Guarda pretende salvaguardar os interesses dos militares e que as alterações serão feitas para que os efectivos se sintam "integrados e motivados" com a mudança. Recorde-se que as transferências dos efectivos têm sido motivo de preocupação por parte das associações sócio-profissionais desta força de segurança. |